Diretor Presidente da OnCare Saúde avalia impacto da Covid-19 em pacientes que desenvolveram transtornos mentais após a doença

Diretor Presidente da OnCare Saúde avalia impacto da Covid-19 em pacientes que desenvolveram transtornos mentais após a doença

O Diretor Presidente da OnCare Saúde, Dr. Ricardo Pacheco, avaliou o impacto da pandemia em relação ao desenvolvimento de transtornos mentais como ansiedade, depressão, perda de memória e síndrome do pânico em pacientes que se recuperaram da Covid-19, após serem acometidos pelas formas moderada ou grave da doença.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) divulgaram um estudo com 425 pacientes nessas condições e os resultados apontam que 51,1% dessas pessoas tiveram algum tipo de perda de memória após a Covid e 13,6% desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático. Outros 15,5% foram diagnosticados com ansiedade generalizada e 8% com depressão.

 “É importante observar que, de alguma forma, a infecção pela Covid-19 deixa sequelas neurológicas que, a longo prazo, refletem no comportamento do paciente pós-recuperação. Os traumas causados, o medo da morte, as incertezas durante o período de manifestação da doença, tudo isso pode acarretar problemas como o estresse pós-traumático e a ansiedade”, observou o médico.

De acordo com o Dr. Ricardo Pacheco, no caso da perda de memória, é um dano entre os mais comuns relatados por pacientes, e que interfere, assim como todos os outros traumas, na qualidade de vida dessas pessoas e na sua reintegração com a sociedade e com a vida profissional após o período da doença.

“É comum o relato de pacientes com perda de memória e, principalmente quando voltam ao trabalho, é um dos fatores que mais afeta a vida dessas pessoas no ambiente profissional e social. Claro, todos os outros aspectos como depressão e ansiedade afetam os pacientes de maneira indescritível, mas por ser mais comum, a perda de memória é algo que limita muito a convivência dessas pessoas”, afirmou.

“São sequelas da doença que ainda precisam de estudos mais aprofundados, mas que, com certeza, podem ser encaradas como mais uma ferida deixada pela Covid-19”, concluiu o Diretor Presidente da OnCare Saúde, Dr. Ricardo Pacheco.

A pesquisa da USP foi desenvolvida com o apoio da FAPESP e o resultado completo foi divulgado na revista General Hospital Psychiatry.

Sandra Cunha MTB (26095)

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