Entre a vacinação contra a Covid-19 e a retomada total das atividades econômicas estão as medidas sanitárias

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Entre a vacinação contra a Covid-19 e a retomada total das atividades econômicas estão as medidas sanitárias

Entre a vacinação contra a Covid-19 e a retomada total das atividades econômicas estão as medidas sanitárias

As atividades estão sendo retomadas em todo o País e só com a adoção de medidas sanitárias e a conscientização de trabalhadores e sociedade, afastaremos o risco de aumentar ainda mais os casos da doença. 

O Brasil, apesar da pandemia, é destaque positivo, segundo os Indicadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que apresenta a economia brasileira com um “aumento constante”. A OCDE traçou a tendência de recuperação das principais economias mundiais no enfrentamento ao coronavírus. No início de dezembro, a organização já havia projetado melhora no ritmo de recuperação da economia brasileira e analisado a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2021. A OCDE prevê crescimento de 2,6% do PIB nacional nesse ano.

Essa projeção é o retrato do retorno às atividades que presenciamos e, até que todos sejam imunizados, precisamos continuar adotando, de verdade, os protocolos sanitários. A vacina é fundamental, mas não é suficiente para em curto prazo, retomarmos nossa vida como antes.

A vacinação (quando tivermos o número suficiente de doses) obedecerá a um calendário que priorizará, muito justamente, profissionais da saúde, idosos e pessoas com comorbidades; o que coloca os trabalhadores que não se enquadram em nenhum desses grupos, no final da fila.

Para Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) e diretor da OnCare Saúde, é nesse momento que quem cuida da saúde dos trabalhadores ganha ainda mais relevância: “É nesse cenário que a saúde ocupacional se destaca, cuidando da saúde do trabalhador, física e mental, orientando todos, e cada um, sobre a importância de manter as medidas sanitárias, em casa e no trabalho, para que fiquemos todos ilesos até que a vacina chegue a cada um de nós”.

Manter o foco em frear o vírus 

Os esforços dos cientistas do mundo inteiro na busca de uma vacina contra o novo coronavírus resultou na descoberta, em tempo recorde, de imunizantes que mesmo aprovados, precisarão de um tempo para chegar a grande parte da população. Por isso é importante mantermos as medidas sanitárias.

Ricardo Pacheco alerta que não teremos uma vacinação em massa por enquanto, e cita o diretor-chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus “O diretor da OMS deixou claro que devemos fazer tudo para frear o vírus. Ele reforça a urgência das medidas de distanciamento e isolamento, uso de máscara nos locais públicos, lavar as mãos com frequência e desinfetar os ambientes. É isso que funciona agora para conter o vírus, além da testagem em massa para descobrir os casos no início da infecção e poder encontrar as pessoas que tiveram contato com o infectado”, afirma o gestor em saúde.

A importância de seguir as normas de segurança 

Mesmo com as vacinas no foco do governo, estadual e/ou federal, as empresas devem permanecer adotando todas as normas de segurança e medicina do trabalho já vigentes. Os empregadores devem tomar todas as medidas preventivas para evitar que os funcionários sejam contaminados pelo vírus.

Segundo Ricardo Pacheco, para reduzir o risco de contágio e, assim, evitar que o surto de covid-19 colapse o sistema de saúde, como vimos recentemente no Amazonas e Pará, os estabelecimentos comerciais e de serviços precisam adotar medidas sanitárias e de distanciamento social, que devem ser seguidas por funcionários e clientes. “Entre outras ações, é esperado que as empresas higienizem com frequência escritórios, lojas e departamentos; disponibilizem álcool em gel 70% para todos que entrarem no estabelecimento; exijam a utilização de máscaras e, possivelmente, reorganizem a escala de trabalho para evitar aglomeração de pessoas”, destaca o diretor da OnCare Saúde, que promoveu uma campanha com essa pauta junto aos seus clientes.

O médico alerta que vamos conviver um bom tempo ainda com o novo coronavírus, e que só um planejamento elaborado por uma equipe multidisciplinar pode manter as atividades de segurança. “A OnCare Saúde, por exemplo, estabeleceu um protocolo específico para o setor do audiovisual e está preparada para elaborar também para outras atividades, com profissionais de saúde acompanhando os processos e orientando todos os envolvidos quanto à importância de manter o protocolo. É a saúde aliada à economia”, salienta o presidente da ABRESST.

Informação, informação e informação 

É de suma importância que os trabalhadores sejam informados com antecedência sobre as regras do plano de retorno e das medidas sanitárias que serão adotadas. Só com muita informação os protocolos de segurança e saúde dos trabalhadores serão observados e respeitados.

Ricardo Pacheco reforça que a informação é que vai fazer o trabalhador aderir aos protocolos e entender as mudanças necessárias. “Essas transformações devem acontecer para que seja respeitado o distanciamento mínimo entre os funcionários; para proteção para atendimento do público externo, ventilação, limpeza assídua dos ambientes e fornecimento de máscaras são apenas uma parte do protocolo de retorno contra o novo coronavírus”, enfatiza o diretor da OnCare Saúde.

Ele lembra que o empreendedor precisa ter em mente que essas e outras ações têm o objetivo de preservar a saúde de todos que frequentam suas empresas. “Para que haja uma reabertura das portas para retomada do atendimento ao público de forma presencial, é preciso adaptar diversos procedimentos do dia a dia para reduzir o risco de contágio do novo coronavírus, além dos já citados. Destacamos ainda a limitação da quantidade de pessoas no ambiente; a sinalização para formação de filas; a atenção aos meios de pagamento; a possibilidade de adotar expedientes e atendimentos diferenciados; o distanciamento nas refeições; a orientação e a vigilância constante; a observação às normas do poder público e, se possível, mais atividades em home office”, conclui Ricardo Pacheco, médico e presidente da ABRESST.

 

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