Gerenciar a saúde do trabalhador em home office garante a prevenção de doenças e a produtividade

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Gerenciar a saúde do trabalhador em home office garante a prevenção de doenças e a produtividade

Gerenciar a saúde do trabalhador em home office garante a prevenção de doenças e a produtividade

Pesquisas indicam que aproximadamente 40% das empresas adotarão a modalidade de teletrabalho mesmo após a pandemia 

Muito se fala do novo normal, mudanças de comportamento nas mais variadas relações, familiares, sociais e do trabalho. Com a pandemia, boa parte das empresas adotou o home office, ou teletrabalho, para manter suas atividades, total ou parcialmente.

Segundo estudo da Cushmam&Wakefield 40,2% das empresas que não adotavam o home office antes da pandemia e que o fizeram para cumprir a determinação de isolamento social, vão adotá-lo de forma definitiva quando esse período passar.

O mesmo estudo apontou que 45% das empresas entrevistadas reduzirão o espaço físico pós-crise e 30% delas o fará pelo sucesso do teletrabalho empregado, enquanto os 15% restantes será por conta dos efeitos econômicos da pandemia.

Recente levantamento da consultoria de recursos humanos Randstad mostrou que o teletrabalho já é uma realidade para 45% dos brasileiros e que 90% desses trabalhadores gostam de exercer suas atividades em casa, elencando o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional como maior vantagem.

Sim, o home office ao que tudo indica, veio para ficar. Já era uma tendência, que foi acelerada pela pandemia.

Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) e diretor do Grupo OnCare, destaca que a crise desencadeada pelo coronavírus provocou uma mudança cultural nas empresas. “Antes da pandemia muitas empresas resistiam em adotar o teletrabalho, por uma questão cultural mesmo. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados em 2019 que indicavam que apenas 5,2% dos trabalhadores atuavam em home office em 2018, era um retrato dessa resistência. Com a necessidade de adotar a modalidade, até como única alternativa para continuar operacionalizando suas atividades, boa parte delas percebeu que o home office funciona e que se bem implementado, traz excelentes resultados”.

Gestão de saúde no teletrabalho é essencial para evitar doenças físicas e psicológicas

Com a maior adesão ao home office, a gestão da saúde do trabalhador também precisa passar por adequações.

O médico destaca que a pressão por resultados longe dos olhares do gestor pode acarretar doenças do trabalho de difícil caracterização. “O teletrabalho pode ocasionar males físicos e psíquicos, mais difíceis de caracterizar como doença ocupacional. Doenças como lesões na coluna ou lesão por esforço repetitivo (LER) são decorrentes da falta de condições ergonômicas adequadas para a realização do trabalho em casa. Já a falta de um espaço adequado, somado a jornadas exaustivas, pode causar aumento do estresse, resultando em adoecimento psíquico”, alerta o diretor da OnCare e presidente da ABRESST.

O especialista lembra que gerenciar a saúde do trabalhador é uma responsabilidade das empresas, mesmo que ele esteja em home office. “A empresa permanece responsável pela manutenção do PPRA (Programa de Prevenção de Riscos) e do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), assim como pelos exames ocupacionais, admissional, periódicos, relativos à mudança de função e ao retorno de afastamentos. Também cabe ao gestor prevenir a “Zoom fatigue”, termo ligado à exaustão mental provocada pelo excesso de videoconferências, ferramenta amplamente utilizada pelas empresas para manter o contato com seus funcionários”.

Ricardo Pacheco destaca ainda que além da fadiga que intermináveis teleconferências podem causar, o gerenciamento da saúde deve abordar outras questões, como prevenir jornadas longas, indicar postos ergonomicamente adaptados, sugerir pausas para alimentação, descanso, etc. “É um equívoco pensar que com o teletrabalho, como não há deslocamento físico, se trabalha menos. O que se percebe é que com a pressão do desemprego os trabalhadores que mantiveram seus postos, mesmo à distância, têm dedicado maior tempo às suas atividades. É preciso contar com um gerenciamento de saúde especializado na manutenção do bem estar do profissional. Esse gerenciamento traz segurança para o trabalhador e tranquilidade para a empresa”, afirma o gestor em saúde.

Sobre o Grupo OnCare

O Grupo OnCare é uma plataforma de solução integrada de saúde, que oferece assessoria e consultoria, para empresas e para população em geral. Dentro dessa plataforma, de gerenciamento macro, está a assistência médica que também garante a assistência integral social e à saúde dos beneficiários e seus dependentes, com ações de promoção, proteção, recuperação e reabilitação, de forma a contribuir para o aprimoramento do sistema social e de saúde do Brasil.

Debate Nacional sobre Saúde e Segurança no Trabalho é adiado por conta do surto da Covid 19

O Debate Nacional sobre Saúde e Segurança no Trabalho, um evento organizado e promovido pela ABRESST – Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho e que aconteceria em 3 de abril foi adiado.

O debate que abordaria assuntos de alta relevância não apenas para todos da área de segurança e saúde no trabalho, mas para toda a sociedade, o como as discussões em torno das Normas Regulamentadoras 29 (trabalho portuário), 30 (trabalho aquaviário) e 32 (serviços de saúde); e claro, a pandemia, terá sua data remarcada assim que a entidade tiver segurança de que não há mais o risco de contaminação.

Mais informações para a imprensa 

Sandra Cunha, jornalista

Mtb 26.095

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